O Programa Criança Feliz deixa de ser uma iniciativa temporária e passa a integrar permanentemente o SUAS.
Pela primeira vez na região, cinco estados do Nordeste se reúnem em torno do reordenamento de um serviço que atende gestantes e crianças de até 6 anos em situação de vulnerabilidade. Em Salvador, mais de 1.200 profissionais da assistência social marcaram presença no primeiro de cinco encontros regionais previstos para 2026 — um passo concreto na consolidação de uma política de Estado para a primeira infância no Brasil.
Em 27 de abril de 2026, Salvador (BA) sediou o 1º Encontro Regional da Primeira Infância no SUAS, Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças de 0 a 6 anos (SPSBD-GC), promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em parceria com o Governo da Bahia e a Fundação Van Leer. O encontro reuniu mais de 1.200 profissionais presencialmente, além de participantes online, provenientes de cinco estados da região: Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe.
O evento celebra um marco na política de primeira infância no Brasil. O Programa Criança Feliz deixa de ser um programa temporário e passa a integrar permanentemente o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) — por meio de um serviço contínuo, com financiamento previsível e responsabilidades claramente definidas entre União, estados e municípios. Este é o primeiro de 5 eventos regionais previstos para 2026, voltados ao alinhamento dos profissionais que atuarão diretamente com o reordenamento do serviço voltado a gestantes e crianças de até 6 anos em situação de vulnerabilidade.
A presença do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, ao lado de representantes do governo federal e de parceiros como a Fundação Van Leer e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, ilustra a natureza federativa desse compromisso: o trabalho conjunto entre diferentes esferas de governo junto com parceiros estratégicos em torno de uma agenda comum.
A Fundação Van Leer segue comprometida com a qualificação dos profissionais e dos territórios que dão vida à política de primeira infância no país. Encontros como este reafirmam que transformar a realidade das crianças pequenas exige tanto o enraizamento institucional das políticas quanto alianças capazes de sustentar avanços ao longo do tempo.